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ARTIGO - Tempo de reflexão, mudanças e ações

Maior ainda que a crise econômica, vivemos uma crise política grave. Faço aqui mea culpa como membro de um Parlamento que tem baixa popularidade, combalido por anos de escândalos sucessivos.

Infelizmente, esse mesmo Parlamento tem buscado soluções desconectadas do que a população brasileira deseja, o que só agrava ainda mais o clima belicoso que divide o povo.

Uma pesquisa do Data360, divulgada em julho, mostra que 78% dos brasileiros são contra o financiamento público de campanha,, e não é necessário ser um gênio para entender o porquê.

Temos 14 milhões de desempregados no Brasil, um povo que vive o desalento da crise econômica e luta diariamente para sobreviver. Apesar dos bons indicadores que mostram que temos um ambiente favorável para a retomada do crescimento, teremos um déficit de mais de R$ 140 bilhões em 2017.

O momento exige austeridade de todos e é difícil explicar para as pessoas que somaremos um custo de R$ 3,6 bilhões no próximo ano para financiar as campanhas eleitorais, além dos R$ 800 milhões anuais destinados ao fundo partidário.

De onde esse dinheiro virá?

Como convencer brasileiros assombrados com a crise financeira e descrentes com os políticos que o dinheiro que poderia ser investido na infraestrutura das cidades, melhorar os serviços de saúde e construir escolar irá para os partidos e candidatos para gastarem em sua campanha eleitoral.

Temos eleições para financiar, isso é fato. É um alto custo percorrer estados grandes, como Mato Grosso, para apresentar suas propostas aos eleitores. Demanda logística, contratação de serviços.

Tivemos problemas com o financiamento privado de campanha, mas, ao invés de criarmos mecanismos de controle eficientes e punições severas, acabamos com essa possibilidade e acabamos jogando o peso para um Estado sem condições de substitui-lo.

Também é urgente pensarmos em redução dos custos das campanhas. Tivemos avanços com a extinção dos cabos eleitoral, carros de som, mas ainda precisamos avançar nessa questão ou o fundo público ainda não será suficiente e candidatos adotarão o famoso Caixa 2, perpetuando a ilegalidade.

Podemos ter eleições com doações de pessoas físicas e jurídicas, diretamente aos partidos, desde que seja estabelecido um teto e que haja uma fiscalização eficiente, punindo os responsáveis pela má-administração desses recursos.

Com a adoção do distritão nas próximas eleições, como uma transição para o voto distrital misto, apenas os mais votados serão eleitos.

Estaremos garantindo que representantes escolhidos pela maioria ocuparão o Congresso Nacional. Há muita polêmica sobre este modelo, mas é uma mudança positiva.

Não dá para entender que um candidato a deputado perdeu a eleição mesmo recebendo 100 mil votos e outro que teve apenas dois mil votos foi vitorioso em função da legenda. Aí assistimos casos como o do deputado Tiririca, usado pelos partidos como puxador de votos.

Em Mato Grosso, com o distritão, elegeremos os oito candidatos a deputados federal mais votados e os 24 deputados estaduais da mesma forma.

É uma oportunidade de reaproximação e reconciliação do povo brasileiro com os políticos. Tempo de reestabelecer a confiança. Assim, as pessoas irão se envolver nas campanhas daqueles que representam as ideias que elas acreditam.

Estaremos garantindo que as doações saiam apenas do bolso daqueles que desejam de forma espontânea, não do Estado e consequentemente, de todo o povo brasileiro.

Com o financiamento público, todos serão obrigados a doar indiretamente, com os recursos dos seus impostos e sequer teremos o direito de escolher os candidatos de preferência para receber tal doação.

Eu imagino que você não concorda com isso.

Eu também não posso concordar.

Fonte: Senador Cidinho Santos

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